Estão
correndo boatos pelos quartéis, dentro das viaturas e nas reuniões de
oficiais de que o projeto de subsídio já está acertado, que já está na
Assembléia Legislativa e que teremos um reajuste salarial dividido em
quatro parcelas. Essas informações são mentiras implantadas no seio da
tropa para desmobilizar, provocar nossa inércia e desencorajar a
categoria para lutar pela sua cidadania e dignidade de sua família.
Na
última reunião realizada com o Comandante da PM, o Cel Araújo, ele
reafirmou a sensibilidade do governo e o reconhecimento pelo trabalho
realizado por homens e mulheres em todo estado em prol da segurança
pública, mas afirmou categoricamente não ter nenhuma resposta oficial
de prazos e valores. Ao contrário, do que dizem alguns oficiais e
praças, de que já teria um acordo com o governo para pagamento do
reajuste.
Em
meio ao cenário de greves enfrentadas pelo atual governo estadual os
policiais militares, através de suas entidades representativas, tomaram
uma postura de diálogo e entendimento, ajudando a administração
estadual e buscando conjuntamente alternativas para resolução dos
vários problemas enfrentados pela tropa: vales alimentação, diárias
operacionais, falta de estrutura e condições de trabalho, pagamento de
salários atrasados, atualização de remuneração de promoções, entre
outros.
As
entidades realizaram uma assembléia com a categoria, no dia 12 de
março, na qual definiram uma pauta de reivindicações extensa com três
pontos de relevância: ESTATUTO, CÓDIGO DE ÉTICA E REMUNERAÇÃO POR
SUBSÍDIO.
A
pauta foi primeiramente apresentada ao Comando da PM e depois de meses
de discussão e debate foi acordada entre oficiais e praças. Nesse
período foram realizadas mais duas assembleias gerais na capital e
cinco no interior do estado e a proposta foi encaminhada ao Governo do
Estado.
No
dia 14 de junho, a proposta foi apresentada ao Secretário de Segurança
Pública, Aldair da Rocha, e imediatamente encaminhada ao Chefe da Casa
Civil do Estado, Paulo de Tasso, que no dia 09 de julho encaminhou-a
para a Consultoria do Estado. Em reunião com o Comandante da PM as
associações cobraram celeridade na proposta e reafirmaram o
descontentamento da categoria com a morosidade de uma resposta oficial
do governo.
Na
manhã da última quinta-feira (14) o Cabo Jeoás, presidente da ACS
PM/RN, conversou com a governadora Rosalba Ciarlini e questionou se ela
tinha conhecimento da pauta de reivindicação da categoria. Ela disse
saber, mas ainda que ainda não havia analisado porque a mesma não tinha
chegado as suas mãos e que estaria aguardando a proposta para tomar um
posicionamento oficial.
“Depois
de quatro meses de negociação e diálogo a governadora ainda não tem
conhecimento da proposta, precisamos mobilizar a categoria e pedir ao
Comando da PM mais agilidade e empenho. Se continuarmos marcando passo,
chegaremos ao final de mais um ano sem aumento salarial. Já são dois
anos sem nenhum reajuste, enquanto as demais categorias tem reajuste
anual e salários que ultrapassam os da PM em mais de 3 vezes. A Polícia
Civil recebe uma remuneração de mais de 3 mil reais, os agentes
penitenciários mais de 2,5 mil reais, enquanto o soldado tem 1,8 mil
reais. Queremos isonomia no tratamento entre policia civil e militar
tanto nos salários, quanto no tratamento e na estrutura e condições de
trabalho”, disse Jeoás.
Outras
distinçãos entre as forças de segurança estadual incomodam e muito a
tropa como - o vale alimentação da Policia Civil que é de R$ 10,
enquanto o da Policia Militar é de apenas R$ 6. Embora a governadora
tenha autorizado o concurso interno, essa não é nossa principal
reivindicação. Já eram mais de 14 anos sem concurso, essas promoções já
eram promessas do governo anterior e já tinham completado um ano.
A
CATEGORIA TEM QUE DESPERTAR PARA UMA REALIDADE QUE SALTA OS OLHOS:
SOMENTE COM MOBILIZAÇÃO TEREMOS NOSSAS REIVINDICAÇÕES ATENDIDAS.
Postado por : RONDA MGR
















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