Representantes
das forças policiais virão à Câmara na próxima terça-feira (5) com o
objetivo de pressionar os deputados a definir uma data para a votação,
em segundo turno, da chamada PEC 300 (de 2008). Na verdade, o texto em
análise na Câmara é o da PEC 446/09, que cria um piso salarial
transitório de R$ 3,5 mil reais para os policiais de menor graduação —
os soldados, no caso da PM — e de R$ 7 mil para os oficiais do menor
posto (os tenentes, por exemplo).
A proposta, aprovada em março de
2010 em primeiro turno, determina a criação de uma lei federal
estabelecendo o piso salarial definitivo dos policiais civis e militares
e bombeiros. Ela também determina a criação de um fundo federal para
auxiliar os governadores a pagar os salários desses profissionais.
O presidente da Comissão de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, deputado Mendonça Prado
(DEM-SE), afirma já ter pedido ao presidente da Câmara, Marco Maia, a
marcação de uma data para a análise em segundo turno da PEC. Caso a data
não seja definida logo, Mendonça Prado prevê manifestações dos
policiais.
"As consequências não serão as
melhores, porque existe a possibilidade de mobilizações, de deflagração
de um processo reivindicatório que não é normal para essas categorias;
infelizmente, elas chegaram à exaustão. A espera tem sido enorme por
decisões congressuais", afirma o parlamentar.
Responsabilidade
Mendonça Prado atribui ao Executivo a culpa pela demora na conclusão da votação da PEC.
Já o deputado Domingos Dutra
(PT-MA), também integrante da Comissão de Segurança, avalia que a
votação ainda não aconteceu por responsabilidade também do Legislativo:
"Essa culpa tem de ser repartida entre todos, inclusive a Câmara — que
admitiu a PEC, formou comissão especial, deu parecer favorável, votou em
Plenário em primeiro turno e depois se deu conta de que o nó é muito
grande com a PEC."
Mendonça Prado e Domingos Dutra
discordam sobre a posição dos estados em relação à proposta. Mendonça
Prado afirma que os governadores são favoráveis à PEC: "Eles só teriam
benefícios, pois a proposta de número 300 cria um fundo constitucional
com recursos de tributos federais que seriam transferidos aos estados."
Para o deputado Domingos Dutra, porém, os governadores é que pressionam o governo pela não aprovação da matéria.
Os dois parlamentares concordam
que é necessária uma articulação entre governo federal, governos
estaduais e Congresso para garantir um salário melhor aos policiais e
bombeiros.
Postado por : RONDA MGR

















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